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  • Dra. Ana

TRANSTORNO DE COMPULSÃO ALIMENTAR (TCA)

TCA é diferente de Obesidade.


Transtorno de Compulsão Alimentar é um tipo de transtorno alimentar. É o mais comum entre a população em geral, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Um pouco mais frquente nas mulheres, geralmente iniciam na adolescência e adultos jovens. Acomete 5% dos brasileiros, uma taxa quase que o dobro comparado a outros países.


É um padrão de alimentação caracterizado por uma ingesta descontrolada e rápida de alimentos, muito maior do que o normalmente consumido em situações do dia a dia, seguidos de sensação de desconforto abdominal, vergonha, culpa e um visível sofrimento. Estes episódios ocorrem geralmente em segredo com a tentativa de omissão dos sintomas.


O número de episódios de TCA varia em cada indivíduo podendo ser classificada de leve na presença de 1-3 episódios semanais até 14, nos casos extremos.

Todo individuo com TCA é obeso?


A resposta é NÂO. Pode ocorrer com adolescentes de peso normal, sobrepeso e obesidade. A confusão pode ser justificada por ser frequentemente identificado TCA em indivíduos obesos que buscam tratamento. O diferencial é que nos casos de TCA há intensos prejuízos na vida pessoal, familiar, acadêmica, na saúde física e mental do adolescente com forte associação à alguns Transtorno Mentais como Depressão, Ansiedade, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).


Ainda é desconhecido os mecanismos desencadeantes do TCA. Sabe-se que existe uma influência genética por ocorrer em mais de um membro familiar. Alguns fatores na adolescência podem ser sugestivos de TCA como a prática regular de fazer dieta, alto índice de massa corporal (IMC), ausência de controle de impulsos, comportamentos de risco, inabilidades sociais, insatisfação com a vida, autoagressão deliberada, entre outros.


Mesmo diante do pouco que sabemos e entendemos, podemos fazer muito. Quanto mais precoce for a identificação destes adolescentes que estão sob risco de desenvolver algum transtorno alimentar, melhor o prognóstico.

O sucesso do tratamento vai depender do esforço coletivo entre pediatras, hebiatras (medicina do adolescente), psiquiatras, serviços de saúde, programas de nutrição, participação das famílias, dos amigos e o envolvimento do próprio adolescente.


E se não fizermos nada? Vamos enfrentar as consequências. O quadro pode se agravar com sérias complicações na saúde física e mental destes indivíduos.


Dicas para a família: estimule aos filhos a valorizar e respeitar a própria imagem. Evitem a associação do “belo” ao indivíduo magro e ao gordo, um ser feio. Fiquem atentos a dietas excessivas que geram muitas vezes apenas frustração. Deem preferências aos alimentos naturais e estilos de vida saudáveis. Faça acordos sensatos sobre alimentos industrializados e os lanches de fast food, não permitindo o consumo diário e nem omissão das principais refeições trocando-as por guloseimas.


Se precisar de ajuda, lembre-se que estou aqui para ajudar!





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