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  • Dra. Ana

RELIGIÃO E SAÚDE MENTAL

Psiquiatria é uma especialidade médica em que a empatia é essencial no diagnóstico e no tratamento das doenças mentais. Sem empatia não existe psiquiatria.


Mas além da capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias, faz-se necessário que o profissional conheça a família, o meio social onde aquele individuo está inserido e principalmente aceitar suas crenças religiosas. É inegável a importância e a influência dos aspectos espirituais e/ou religiosos na vida do ser humano e em sua saúde mental.


Ainda mais no Brasil. Quase 90% dos brasileiros, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica-2010), diz ter uma religião.


É muito natural que uma pessoa diante de qualquer doença, estresse, incertezas, tragédias e perdas se sinta fragilizada buscando apoio em sua religião. A religião também desempenha uma importante função no aspecto social e moral. Mas o principal propósito da religião é a função espiritual (Pargament, 2010), a busca do significado da vida através do sagrado. É uma experiência individual que precisa ser respeitada pelo profissional que trata este indivíduo.


Religião e psiquiatria já viveram uma relação de conflitos e animosidades devido a mitos que precedem a Idade Média. Nas últimas duas décadas estão se aproximando através de pesquisas científicas que tem confirmado a associação positiva entre religião e saúde mental. Esta associação tem permitido que novos conceitos sobre a saúde mental seja absorvido dentro das religiões.


O maior beneficiado desta mudança é o paciente que enfrenta além da doença, as discriminações e os constrangimentos que estão ligados aos Transtornos Mentais.


Os transtornos mentais podem ser controlados e os seus sintomas minimizados por meio de medidas de reabilitação e tratamentos específicos. A ciência avançou e impulsionou os diagnósticos e os tratamentos. A recuperação é mais efetiva e rápida quanto mais precocemente o tratamento for iniciado. A aceitação da doença e o respeito ao doente são essenciais no prognóstico. Uma rede de apoio livre de preconceitos, já é o primeiro sinal de sucesso no tratamento.

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