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  • Dra. Ana

ESTRESSE NA INFÂNCIA

Infância pode parecer um período sem preocupação. Mas as crianças vivenciam experiências estressantes, enfrentando situações de pressão incompatíveis com o seu grau de maturidade. Escola e vida social, são dois bons exemplos destas situações. Os pais/responsáveis não conseguem impedir de ocorrer o estresse, mas podem ajudá-los a desenvolver estratégias no seu dia a dia.


Há duas maneiras de as crianças enfrentarem situações de estresse, de forma saudável ou forma não saudável. Ao mesmo tempo que apresentam dificuldades em verbalizar o que os perturba, precisam que seus pais identifiquem e os orientem no enfrentamento de seus desafios. É difícil para os pais saber o que fazer quando o filho está se sentindo estressado.


Como então ajudá-los a vencer o estresse de forma saudável? Seguem algumas ideias


Fale o que percebeu. Diga que percebeu algo diferente nele (nela), e que ele (a) parece chateado ou aborrecido com alguma coisa. Se souber o motivo, fale diretamente sobre isto. exemplo: “percebi que que você ainda está triste com o que aconteceu hoje”. Evite acusações, castigos ou demonstrar impaciência do tipo “você AINDA está chateado com o que aconteceu hoje?” Mostrem-se interessados em ouvir. A criança precisa perceber nos pais a empatia e a compreensão.


Ouça. Pergunte a criança se aconteceu algo. Ouça com atenção e com calma. Mostre-se interessado e paciente, evite julgar, acusar ou dar sermão. O objetivo é que a criança exponha o sentimento e sua preocupação. Tente saber o que de fato ocorreu, fazendo perguntas que o estimule a falar de forma tranquila.


Mostre-se empático mostrando compreensivo com a experiência enfrentada. Exemplo “imagino como você deve estar aborrecido com o ocorrido”, ou “isto pareceu injusto” A criança precisa se sentir compreendida e seu apoio é muito importante para diminuir os períodos de estresse.


Nomear emoções. As crianças, especialmente as menores, não conseguem nomear seus sentimentos. Se a criança demonstra estar zangada ou frustrada, ensine-os sobre suas emoções nomeando-as. Isto facilita a comunicação e a capacidade de reconhecer suas próprias emoções. A verbalização dos sentimentos diminui a tendência de comportamentos explosivos diante de momentos de frustração.


Ajude seu filho a pensar em coisas para fazer. Se há uma causa especifica causando o estresse na criança, converse com ele como enfrentar a situação. O encoraje a pensar e buscar soluções. Não diga o que deve ser feito. A participação da criança na solução é importante no desenvolvimento de sua autoestima. Dê seu apoio e acrescente suas dicas. Faça perguntas tipo: “como acha que isto vai funcionar?”


Evite a supervalorização do problema. Muitas vezes conversar, ouvir e compreender é o suficiente para ajudar a criança a lidar com suas frustrações. Depois de um tempo, mude o assunto e tente relaxar junto com a criança. Não dê mais atenção ao problema do que ele merece.


Esteja ao redor. Nem sempre as crianças vão falar sobre o que as aborrecem. Algumas vezes é preciso saber dizer “OK”. O mais importante é eles sentirem que você está por perto quando se sentirem confortáveis para conversar. Mas lembrem-se: mesmo quando eles não estão dispostos a falar, eles não gostam de ficar sozinhos. Só de estar perto deles, fazendo algo juntos, já se sentem melhor. Exemplo: assistir TV, jogar um jogo, andar de bicicleta ou algo parecido. Não é legal saber que só sua presença é suficiente?


Paciência. Os pais não devem se sentir responsáveis ou tentar resolver todos os problemas de seus filhos. Tenha como objetivo fazer com que a criança lentamente e com segurança desenvolva a capacidade de solucionar seus problemas, de lidar com os altos e baixos da vida, de expressar seus sentimentos em palavras, de se acalmar e recomeçar quando necessário.


É difícil ver um filho infeliz ou estressado. O mais importante é ensiná-los a criar estratégias e prepará-los para saber lidar com o estresse que surgir no futuro.

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