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  • Dra. Ana

ENFRENTANDO A DEPRESSÃO

Os tabus e preconceitos em relação a alguns temas da Saúde Mental, deve-se ao fato de tratamentos prolongados e a falsa impressão de não haver cura para alguns destes transtornos.


A Depressão junto com a Ansiedade, são os temas mais comentados. Há tratamento e cura para ambos.


Para enfrentamento da Depressão, faz-se necessário entender como este transtorno se comporta, colocar em prática as estratégias de enfrentamento e compreender os perigos e as consequências quando não se trata.


Para fins didáticos, podemos dividir a depressão em fases:


1- LEVE:

FUNCIONALIDADE: ALTA INTENSIDADE DOS SINTOMAS: LEVE

Sensação “mais ou menos” de normalidade, vida levemente impactada pela depressão. Consequentemente, se consegue realizar as atividades de vida diária, preservando a interação social e a motivação. A fadiga ocorre de forma intermitente.


2- MODERADA:

FUNCIONALIDADE: MÉDIA INTENSIDADE DOS SINTOMAS: MÉDIA

Nesta fase intermediária ainda consegue-se cumprir com as responsabilidades do dia a dia. Porém, se estressa com facilidade, se esforça para interação social e há constante sensação de fadiga. Há um grande risco de evoluir para a próxima fase.


3-SEVERA:

FUNCIONALIDADE: BAIXA INTENSIDADE DOS SINTOMAS: ALTA

A mente está enfrentando uma verdadeira tempestade, seu pior momento. As atividades diárias como levantar da cama e tomar banho, podem ser comparadas a sensação de subir uma montanha. Ir trabalhar, socializar e outras atividades em comum são impossíveis de realizar. Sentimentos como “estar no fundo do poço”, se sentir “quebrado”, impotência e sem esperança, são comuns. Parece que sair desta situação, é impossível.


Os resultados no tratamento são mais satisfatórios quando existe a associação dos medicamentos antidepressivos à implementação de estratégias de enfrentamento de cada fase identificada. Medidas isoladas geralmente tendem a ter respostas arrastadas e frustrantes.


Atividades físicas, meditação, leitura, repreender pensamentos negativos, participar de grupos de apoio, trabalhar a autoestima, vencer a sensação de “fracasso”, lidar como os traumas do passado e atuais, atividades de relaxamento, conversar com alguém de confiança, exercícios respiratório e buscar ajuda profissional, são estratégias de ótimos resultados.


Importante ressaltar que na ausência ou recusa do tratamento, a tendência é manter a depressão de forma arrastada (crônica) ou evoluir de uma fase para outra (de leve para moderada e de moderada a severa).


A depressão pode ser combatida e enfrentada. Não permita que ela te derrote, procure ajuda!


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