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  • Dra. Ana

DEPRESSÃO

O transtorno depressivo é diferente de uma tristeza passageira. Está associado a uma diminuição de neurotransmissores, e envolve o corpo, o humor e os pensamentos, segundo a Associação Médica de Psiquiatria.

Considerado como um problema de saúde pública, a Depressão está entre as 10 principais causas de incapacitação para o trabalho em todo o mundo. Em 2015, estimava-se que 322 milhões de pessoas sofriam de depressão, equivalente a 4,4% da população mundial. Tem maior incidência entre as mulheres, em torno de 5,1%, e acomete 3,6% dos homens de todo o mundo, iniciando-se normalmente entre 20-40 anos.

Na América Latina, o Brasil é o país com maior incidência de depressão. Em 2015, data do último censo, foram registrados mais de 11,5 milhões de casos de depressão, o que representa 5,8% da população do país.


O transtorno depressivo, como qualquer outra condição médica, pode ocorrer de diferentes formas, variando não apenas no número de sintomas, mas na sua gravidade e na sua persistência. Interfere de forma significativa no cotidiano das pessoas acometidas, causando dor e sofrimento não só aos que são afligidos por este transtorno, mas também às pessoas que vivem ao seu redor.


Geralmente, estão presentes os seguintes sintomas: alteração no humor, com sentimento de persistentemente tristeza, de pessimismo, negativismo, desesperança, de culpa e de menos valia; ansiedade; sensação de “vazio”; diminuição no interesse ou no prazer em realizar atividades diárias; apatia; fadiga excessiva; desatenção; insegurança para tomar decisões; alteração no sono (sono fragmentado ou dormindo muito ou com insônia); alteração no apetite (perda ou excesso), ocasionando ganho ou perda de peso; irritação; lentificação; inquietação; outros sintomas físicos, como dor de cabeça, de abdômen e dores crônicas; pensamentos de morte ou de suicídio e tentativas de suicídio.

Cerca de 800.000 pessoas morrem de suicídio a cada ano, sendo esta a segunda maior causa de morte entre jovens com idade entre 15-29 anos.

Os fatores genéticos, psicológicos e ambientais estão envolvidos no desencadeamento de um episódio depressivo. A farmacogenética têm desenvolvido o entendimento de como o genoma humano afeta o cérebro e como os polimorfismos genéticos elevam o risco de depressão. Pacientes portadores de vulnerabilidade genética são mais suscetíveis aos estressores psicossociais.

Fatores ambientais também podem desencadear um episódio depressivo, como perdas graves, relacionamentos conflituosos, dificuldades financeiras ou qualquer mudança que provoque estresse e altere os padrões de vida do indivíduo.


O Transtorno Depressivo, em todas as suas formas, é passível de tratamento médico e psicológico. O sofrimento humano não pode ser estimado; e, muitas vezes, a assistência correta e adequada evita a destruição da pessoa doente e de sua família.


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