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  • Dra. Ana

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL (DI)

Na minha experiência pessoal, ter um filho com Deficiência Intelectual, envolveu 3 grandes desafios: o momento do diagnóstico, aceitação familiar e como enfrentar. Após 28 anos, posso dizer de todo o meu coração: meu filho é um verdadeiro presente para nossa família.

O objetivo deste texto é de compartilhar informações médicas e melhorar a compreensão das DI.


As Deficiências Intelectuais (DI) são caracterizadas por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, que envolvem atividades sociais e da vida diária. É um transtorno, segundo o Código Internacional das Doenças (CID-11), com um prejuízo precoce na função cerebral.


As DI fazem parte dos transtornos globais do desenvolvimento, ou seja, são identificadas na primeira infância, antes do início da vida escolar. Acometem indivíduos de toda raça e cultura, em torno de 1% da população, são mais frequentes em meninos e podem ocorrer por diversas causas como sequelas de síndromes genéticas, doenças maternas, problemas peri e pós-natais, erros inatos do metabolismo, malformações encefálicas, entre outras. No meu caso, tive uma infecção durante minha gravidez.


Quando percebemos que há algo de diferente nos nossos filhos?

Quando o comparamos o seu desenvolvimento com os irmãos ou seus pares. Os pais geralmente percebem que há algo “diferente”.

Após o diagnóstico, muitos pais relatam suas preocupações em relação ao grau de independência pessoal e às habilidades sociais que os filhos alcançarão no futuro. Esta preocupação é pertinente e vai depender do grau da DI, a qual pode ser leve, moderada, grave e profunda. Esta classificação se baseia nas habilidades conceituais, sociais e práticas que permitirão a adaptação destas pessoas ao ambiente onde estão inseridos, ou seja, no funcionamento adaptativo de cada indivíduo.


Outrora, o funcionamento adaptativo era baseado apenas no escore do QI (quociente de inteligência), mas é extremamente importante a identificação das habilidades e inabilidades das capacidades intelectuais para um perfeito planejamento das intervenções necessárias. A saber: domínios relacionados a memória, linguagem, escrita, raciocínio matemático, capacidade de solução de problemas, percepção de pensamentos, empatia, comunicação interpessoal, habilidades de fazer amizade, autonomia na realização de atividades de vida diária.

É uma condição que vai durar toda a vida, independente do grau.

A aceitação do diagnóstico e o envolvimento da família são fundamentais no prognóstico. As dificuldades dos indivíduos com DI não os tornam inferiores aos seus pares. Eles têm suas habilidades e potencialidades que não podem ser esquecidas ou desvalorizadas.

As intervenções quando precoces e contínuas, trarão com certeza resultados extremamente positivos no funcionamento adaptativo e na função intelectual na infância e na vida adulta. Conviver com as diferenças é uma experiência enriquecedora. O aprendizado é diário.

Nosso filho mudou as nossas vidas e de toda a família com seu modo simples de amar e de viver!

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