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  • Dra. Ana

Adolescentes e Jogos Eletrônicos

Apesar de ainda não ser considerada uma unanimidade no meio científico, a dependência de jogos eletrônicos tem sido uma preocupação, cada vez maior, entre os pais e responsáveis.


A Organização Mundial de Saúde - OMS define a desordem como um “padrão de comportamento persistente ou recorrente”, de gravidade suficiente para “resultar em comprometimento significativo nas áreas de funcionamento pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional ou outras”.


Durante o período do isolamento social, as queixas parentais aumentaram muito em relação ao uso excessivo destes jogos pelos filhos. Alguns pais e responsáveis relataram que ao tentarem impor os limites, os filhos reagiram de forma violenta e agressiva, tornando-os reféns desta situação com imenso sentimento de impotência.


Este comportamento tende a ocorrer mais entre adolescentes do sexo masculino entre 12-20 anos, pela diminuição do senso crítico característico dessa idade.


O que eles alegam? “Tédio” como iniciação do jogo pela internet e para evitar ou aliviar um humor negativo. O uso abusivo de jogos eletrônicos envolve jogos em grupos por longas horas, que competem entre si, mesmo estando em diferentes regiões do mundo. Os jogos em grupo dão a impressão de pertencerem a uma equipe, o que os motiva a continuar. Eles não percebem que jogar por longas horas, significa um problema.


No último congresso da Academia Europeia de Neurologia, foi relatado um estudo com mais de 4000 adolescentes relacionando o uso compulsivo da internet com menos horas de sono. O vício em jogos eletrônicos faz com que eles tendam a ir deitar e acordar mais tarde, levem mais tempo para adormecer, durmam menos horas a noite, têm despertares noturnos e sonolência diurna.

Os prejuízos são proporcionais ao grau de perturbação. Se for grave, pode haver fracasso escolar, ansiedade, tristeza, desinteresse pelas atividades sociais, mudanças nos hábitos de vida, alteração no apetite e nos hábitos de alimentação, na postura, entre outros.


Como os meios tecnológicos já fazem parte de nosso cotidiano, recomendo aos pais e responsáveis que estão vivenciando este momento de aflição e se sentindo perdidos com esta situação, que usem a tecnologia a seu favor, com sabedoria e limites. Aproveite e interaja com seus filhos através de jogos eletrônicos educativos que estimulem as suas habilidades criativas e as capacidades educacionais. Ensine-os a dividir o tempo entre as diversas atividades de vida diária: estudos, lazer, atividades esportivas e os jogos eletrônicos e mídias de entretenimento.

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