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  • Dra. Ana

A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA

As crianças necessitam de disciplina para desenvolver autoconfiança e dignidade.


É uma experiência gradual, acompanhando-as de acordo com a idade e grau de maturidade. Com o tempo, aprendem a controlar seus desejos imediatos em troca da satisfação a longo prazo e, assim, a saborear as suas conquistas.


Elas precisam ouvir comentários positivos, numa escala de 10:1 em relação aos comentários negativos. Necessitam de ajuda para desenvolver o controle interno, para que possam viver com outras pessoas harmoniosamente, sem desrespeitar os direitos alheios. A aprovação parental por uma boa ação é um método muito mais eficaz de educação comportamental do que a punição por uma não-tão-boa assim.


E, afinal, o que é “disciplina”?


Disciplina é mais do que meramente estabelecer regras de comportamento, restringir impulsos e apenas informar os direitos e deveres dos indivíduos; consiste em ensinar e colocar limites.


Como as crianças aprendem disciplina? Pelo exemplo de seus pais/responsáveis, de como são respeitadas, no encorajamento diante de suas conquistas, de como são guiados nas vivências de novas experiências, na insistência no compartilhamento das tarefas domésticas e com ajuda no controle dos comportamentos impulsivos.


É um processo em que, gradualmente, os responsáveis transmitem os seus valores de vida.


A ideia de disciplinar crianças em ambientes de respeito pode requerer algumas mudanças de atitudes. Não podemos simplesmente rotular as ações das crianças em “boas” ou “más”.


Se os pais/responsáveis acreditam que seus filhos estão errados ou que são “ruins”, com certeza vão lhes transmitir estes sentimentos. Se a criança acreditar que não é aceita por seus pais, consequentemente terá dificuldades na própria autoaceitação. Mesmo aquelas com comportamentos ditos “inaceitáveis” precisam se sentir aceitas pelos seus responsáveis, ainda que suas ações sejam condenáveis. Não há necessidade de serem chamadas de “impossíveis”, “terríveis”, que têm “temperamento forte”, entre outros eufemismos, especialmente na frente de pessoas que não são do seu círculo familiar.


Não esqueça que a criança procura responder às expectativas de seus cuidadores, porque ela precisa se sentir aceita e parte da identidade de sua família. Se os padrões forem muito altos e a criança sentir que não há como alcançá-los, ela perderá a confiança em sua habilidade de agradar.


Se você, ao ler estas orientações, percebeu que pode fazer algo diferente, tente hoje algo novo, não deixe para amanhã. Seu filho vai agradecer!



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